quarta-feira, 25 de maio de 2011

Plastifica



Senhoras e senhores,  uma conversinha que tive com uns amigos me alertou para uma coisa: camisinha. Tema comum em sites de sexo. Fui perguntando que tipo, que qualidade e que marca era a preferida dos rapazes. A resposta mais votada: a que a mulher tiver na bolsa. Isso mesmo, eles esperam que você tenha a camisinha.
Sim, querida, além de ter que arranjar o pau duro, um pau duro que te queira, que tope dividir o táxi até sua casa (sim, você mora longe),  agora você também tem que possuir, em sua mesinha de cabeceira ou bolsa (caso você resolva trepar por ali mesmo, afinal você mora longe) uma camisinha. Pense num trabalho. Tem que ser de camisinha; se não tiver, adie a troca de fluidos, afinal, existem mil e uma maneira de garantir o seu gozo, o dele eu nem me preocupo tanto.  Só não vale dar o priquitinho sem camisinha.
No meu banho, quando eu era pequena, mamãe colocava duas gotinhas de seiva de alfazema para deixar o bichinho cheiroso; até hoje todo mundo elogia bastante. Então por que deixar o coitadinho do priquito entregue à sua própria sorte? Eu sei que é difícil resistir a coisa quando ela se coloca ali dura na sua frente, mas lute, resista, pense em quanta roupa suja tem para lavar quando você chegar, pense na conta de gás que você não tem certeza se pagou. Pense que um amigo meu já pegou todo tipo de negócio no pau dele, teve uma vez que apareceram até umas verruguinhas. Mas pense.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cheiros



Em mim tudo começa com cheiros. 
Cada uma tem um cheiro. E não falo de perfumes essências. Falo de quando você coloca a mão no meio das pernas dela, o dedo grande entra devagar tateando. É deste cheiro particular que me refiro. Cada uma tem um. É com este cheiro que tudo começa. O latejar do pau, a tontura, a vontade de estar ali dentro. Apertado, tem umas que apertam, naturalmente, sem esforço, apertam como se fosse uma vingança. Esse torpor, um zunindo, essa parte bicho que me toma. E a textura ? Gelatina, veludo, barro? De que porra ela é feita? E quando você encontra uma que se acopla, se mexe junto, que o gemido te desnorteia? Uma que te faz juras e te diz absurdos. Queria acreditar no que dizem elas nessa hora. Queria.

Para quem gosta

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tudo tem seu começo




Comigo foi de repente. No domingo eu ainda jogava no time dos sem camisa com os meninos da rua e na segunda não podia mais nada.
Aqui cabe uma explicação; não é que eu soubesse jogar, não sei até hoje, mas bater eu sempre soube. Minha função no time era impedir que o rapaz chutando aquela coisinha redonda chutasse a coisinha redonda através daquele arco de madeira, onde apenas um rapaz sozinho ficava tentando impedir que a coisinha redonda entrasse. Trabalho em vão, porque quando eu não conseguia derrubar o menino que saia correndo com a coisinha redonda, a coisinha redonda entrava no arco; o rapaz que ficava lá sozinho não era muito bom. Pois é, na minha rua só havia meninos, mijei em pé até os 12 anos porque achava que era assim que era. 
Aos catorze se deu o ocorrido, acordei com peito, bunda, cintura, pentelhos e menstruação, tudo de uma vez. Minha tia correu para farmácia e comprou um absorvente, minha mãe correu na loja e comprou um sutiã (enorme, coisa de pobre para durar bastante, tenho até hoje), meu pai correu para longe. Minha avó me deu uma saia e um vestido, nada de usar os calções velhos de painho, uns calções com o escudo do Santa Cruz que eu usava como se fosse uma farda.
Parecia que tinha contraído uma doença, virei mulher. Meu pai não saía mais comigo para beber, não podia jogar nos sem camisa, nem nos com camisa e nem embaixo do arco impedindo as coisinhas redondas de entrarem. Não podia festa, nem chegar tarde, não podia conversar com homem nem ouvir conversa de mulher. Meu pai ficou  um pouco triste, ele no fundo tinha uma esperança de que um pau crescesse no meio das minhas pernas, mas a tragédia se deu, eu era mulher. Ainda sou. Com um pouco menos de convicção, mas ainda sou.
Então daremos um pulo no tempo, vamos passar as primeiras cólicas, a ausência de informação sobre o assunto e dar graças a Zeus pelo atlas do corpo humano que me explicou o básico e ao Kama Sutra que me encheu de curiosidade.
Estamos agora com 18 anos; pois é, passou foi tempo.
Entendi rapidamente que trepar era a próxima fase do jogo. O que fazer, então? Vamos trepar?
Fogo é achar com quem. Não quis esperar o amor da vida e ficar igual Gracinha, que não deu até hoje, tanto que escolheu. Vamos ser práticas. Homem mais velho, com boa fama entre os homens e má fama entre as mulheres. Sim, se tem má fama com mulheres é porque comeu muitas e decidiu não comer de novo a maioria delas, o que era exatamente o que eu precisava. Homem é um bicho fácil de iludir.
-Poxa, acho você tão inteligente
-Admiro homens mais velhos
- Não nunca
- Acho que gostaria que fosse com um homem como você
Pronto.
Uns chopps no centro da cidade, uma casa perto da praia e estava feito.
Agora vamos aos detalhes.
Doer, exatamente, não doeu, não. Deu um formigamento nas pernas, sabe como se a pessoa estivesse voltando ou indo de uma anestesia? Uma falta de ar e como se meus quadris estivessem alargando um pouco, sabe quando a pessoa está fazendo alongamento e  força bem muito? Quase esgarçando o músculo? Pois era isso tudo ao mesmo tempo.
Ele já tinha feito esse serviço outras vezes. Vinho, música de dançar sarrando, lençol bem limpinho, proteção. Ele foi indo e eu fui deixando. Ficar nua na frente de um homem pela primeira vez é muito ruim , um frio, uma falta de lugar para por as mãos. Ele me puxou para perto e achei bem bom o cheiro dele, peito cabeludo, a mão maior do que meu peito, o pau crescendo na minha frente. Pau ficando duro é muito engraçado. Ficou me beijando horas, perguntando se podia isso, se aquilo era bom, se mais vinho. Sim, por favor. Sim para tudo, por favor. Teve uma hora que ele apoiou uma  mão na minha cintura e outra na minha nuca, como quem pega um bebê para não deixar a cabeça pender para trás. Foi se deitando em cima de mim, foi se introduzindo dentro de mim, foi se rebolando dentro de mim. Dorzinha fina. Eita o lençolzinho branco todo manchado, o pau todo manchado. Ele quase desmaiado entre meus peitos e eu pensando, acabou. Pronto; é isso. Não era. 
Vai tomar um banho e volta para cá. Obedeci. Ele foi comigo.
Me lavou, passando a mão grande em cada cantinho da minha buceta. Foi aí que eu senti um choquezinho. Sozinha era uma coisa, mas outra pessoa fazendo era muito melhor. Fiquei ali na água quente, com as pernas abertas e ele acariciando meu clítoris. Quase gozando. 
Volta para cama. Lençol trocado.
De novo ele dentro de mim. De novo, só que diferente. Sem dor, com excitação. Com o pau dele massageando e me fazendo gozar. De novo o choque, só que dessa vez parecia um pouco porre de loló. De novo, só que diferente, junto. 
Sono danado, fraqueza, tontura. Sede.
Até hoje, não posso ver homem de peito cabeludo.
Até hoje não posso tomar vinho.
Até hoje sinto saudade de jogar no time dos sem camisa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porque


Um amigo perguntou: por que esse tema? Porque não?
Sexo é um tema do mesmo jeito que falta de ruas arborizadas é, do mesmo jeito que o custo de vida no Rio de Janeiro ou a falta de primos no Japão. Sempre achei muito estranho uma morte ter página inteira no jornal e um orgasmo ou uma boa trepada não ganhar sequer uma notinha na coluna social. Imaginem só: Dona Maria de tal e tal convida para o chá dançante em comemoração aos 15 anos do seu primeiro orgasmo. Ou então, a família Coisa e tal gostaria de participar que seu filho Sicraninho acaba de trepar pela primeira e vez e passa muito bem. Sexo é bom, faz bem e é divertido. No dia que o sexo sair do caderno de saúde e começar a freqüentar a coluna social a vida vai ser bem melhor.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Acontece


Nínguem venha se fazer de santo, ou santa. Acontece e acontece sim. Você acorda, olha para um lado e para o outro e dá graças a Deus que está  no seu quarto. Levanta calmamente o lençol e dá de cara um um pau mole e desconhecido, fecha os olhos e reza para ele sumir (ou talvez ficar duro de novo). Como ele foi parar ali do seu lado e, o pior, ele tem nome? Se tiver, você se lembra? É fato, acontece.  Em dois segundos a sua cabeça tenta recordar a noite como se fosse um filme de Guy Ritchie, imagens em fast, frases entrecortadas, música alta, personagens do submundo, cachaça boa, vodka barata. Tenta focar, ainda bem não tenho ressaca, é uma benção e uma maldição. Você se recorda, primeiro da boca, depois da calça e do volume dentro dela, que te despertou a atenção. Depois, aquela cachaça que não precisava. Uma mancha amarela em movimento, sim, o táxi. Em seguida vieram as mãos e, como na música, os botões da blusa que eu, um pouco confusa, desabotoei na carreira. Aquela coisa de sempre, vai chupando aqui, vai metendo ali. Eita, agora lembrei de cada centímetro do pau dele. Nossa, mesmo com aquela última camisinha sabor chocolate foi bom. E agora, acordo ele? Tomo um banho e faço barulho para ele acordar? Faço café da manhã? Pulo da cama gritando que meu marido vai chegar? Mesmo sem ressaca meu cérebro demora a pegar. Ele acorda sozinho. Ele sorri. Acho que não preciso me preocupar com o café da manhã, pelo menos não com o meu. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para dançar sarrando em Olinda

Algumas músicas quando tocam me fazem procurar o cafuçu mais próximo e me  enfiar no meio das pernas dele. Para dançar é claro. Com vocês, Academia da Berlinda.
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